Juan Carlos Mechoso – A Estratégia do Especifismo

A ESTRATÉGIA DO ESPECIFISMO
Juan Carlos Mechoso (Federação Anarquista Uruguaia) em entrevista a Felipe Corrêa

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CapaFteFormato: 12,5 X 20 cm
148 pgs.

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Na presente entrevista, realizada em 2009 por Felipe Corrêa, Juan Carlos Mechoso, militante histórico da Federação Anarquista Uruguaia (FAU), responde questões sobre a estratégia do anarquismo especifista. Essa concepção político-organizativa do anarquismo, produzida no seio da FAU a partir da leitura de alguns clássicos anarquistas e de contribuições próprias, além de ter sido bastante relevante no Uruguai dos anos 1960 e 1970, constitui um referencial de suma importância para várias organizações anarquistas, que hoje compõem a Coordenação Anarquista Brasileira (CAB).

Complementando o aporte de Mechoso em seus quatro volumes de Acción Directa Anarquista: una historia de FAU – os quais retomam a trajetória dessa organização fundada em 1956 –, esta entrevista toma como foco as posições estratégicas formuladas e defendidas pela FAU. Em resposta às 17 questões sobre o tema, Mechoso recorre às memórias de sua experiência militante de praticamente 60 anos e também aos documentos produzidos pela FAU, elaborando respostas extensas e profundas.

Dentre os temas abordados estão: conceituação e distinção entre teoria e ideologia; conceituação de especifismo e histórico do termo; influências históricas e relações com os clássicos e experiências anarquistas; concepção de organização política anarquista, de atuação nos movimentos populares e de compromisso militante; programa para o nível de massas; concepção de poder e de poder popular; concepção de classes sociais e de sujeito revolucionário; experiência histórica de luta armada; anarquismo no contexto latino-americano; neoliberalismo e conjuntura na América Latina.

Esta entrevista é fundamental para todos aqueles que querem conhecer o anarquismo latino-americano mais a fundo e refletir sobre maneiras de impulsionar processos de poder popular e de transformação social revolucionária com protagonismo dos movimentos populares nas lutas sociais dos oprimidos.

“Penso que o compromisso com a causa deve ser profundo, assim como o compromisso com a organização política que possui um projeto social de transformação, a organização anarquista que pretende organizar tudo de outra maneira, de modo que o coletivo não anule, mas potencialize o indivíduo. […] Para as palavras finais sobre compromisso com a causa, eu deixaria que falassem, por meio de sua conduta, todos os companheiros da FAU que foram torturados, assassinados, ‘desaparecidos’, fuzilados, como tantos outros em nossa querida história. Eles queriam, do fundo de suas ‘almas’, esse amanhã de socialismo e liberdade e não tiveram dúvidas em dedicar-se completamente a ele. São eles que sempre nos estão dizendo: Vamos! Vamos! Porque essa causa merece tudo!”

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